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O mistério dos colírios contaminados

1 dezembro 2023

Em 2022 e início de 2023 dezenas de pessoas, residentes em diferentes estados americanos, apresentaram infecções oculares graves, resistentes a antibióticos. Ocorreram úlceras de córnea graves e endoftalmites. Alguns pacientes ficaram cegos e foi necessário retirar cirurgicamente o olho de 4 pacientes. Ocorreram também algumas mortes por pneumonia e septicemia.

Seguindo o procedimento usual, foram realizados exames para identificar a bactéria responsável pelas infecções. A bactéria identificada foi Pseudomonas Aeruginosa XDR, com uma tipagem genética rara que a protegia contra os antibióticos usualmente utilizados.

Muitas das infecções graves ocorreram nos olhos. Descobriu-se que a bactéria responsável por casos graves de pneumonia e septicemia era a mesma encontrada nos casos de infecção ocular. Os pacientes dos diversos Estados Americanos tinham em comum o fato de terem usado colírios lubrificantes sem conservantes, Artificial Tears da Ezri Care.

Frascos de colírios abertos foram recolhidos e também frascos novos. A bactéria causadora das infecções foi identificada. Visita à fábrica onde os colírios foram produzidos, na Índia, indicou condições propensas à contaminação. A bactéria identificada nos frascos de colírio é relatada na Índia.

Qualquer gota de colírio aplicada ao olho, mesmo representando uma dose pequena aplicada ao corpo humano, apresenta absorção para o sangue dos pacientes, além de seu efeito local. O surto de infecções graves relacionados ao uso de lágrimas artificiais é um alerta para se evitar o uso de colírios quando não houver necessidade.

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